Estas atividades visam a Educação Básica - Educação Infantil até o Ensino Médio. Obviamente, como faz parte da prática do professor, as atividades devem ser adaptadas a cada série/nível. Sugerimos, no entanto, que o foco do professor seja o de trabalhar o estereópito, o "levantamento do véu", o desvelamento das ideias equivocadas a respeito dos povos indígenas; que deixemos lentamente de usar as palavras "índio" e "tribo", por exemplo. Isto é importante, porque no contexto brasileiro (e latino-americano!) essas expressões revelam mais preconceito e discriminação (em parte por ignorância), heranças da colonização, que conhecimento.
Mostre quem é o indígena: ele é o Tukano, o Munduruku, o Satere-mawe, o Surui, o Desana, o Krenak, o Maxakali...mas nunca o índio - "índio não existe". (veja neste blog a seção Artigos e Conferências para maior aprofundamento).
Mostre por exemplo que, quando alguém chega na Europa, identifica logo os franceses, os italianos, os austríacos, entre outros, e não os generaliza como se fossem todos iguais; assim como aqui na América um canadense é diferente do peruano que, por sua vez, é diferente do brasileiro. Os povos indígenas são nações diferentes, com línguas, culturas e histórias distintas, paralelas, e que foram atravessadas pela história do Brasil e dos outros países... Eis um excelente primeiro passo para trabalhar esses conteúdos na escola. Conte comigo, professor!
Mostre por exemplo que, quando alguém chega na Europa, identifica logo os franceses, os italianos, os austríacos, entre outros, e não os generaliza como se fossem todos iguais; assim como aqui na América um canadense é diferente do peruano que, por sua vez, é diferente do brasileiro. Os povos indígenas são nações diferentes, com línguas, culturas e histórias distintas, paralelas, e que foram atravessadas pela história do Brasil e dos outros países... Eis um excelente primeiro passo para trabalhar esses conteúdos na escola. Conte comigo, professor!
1. Português:
Leitura compartilhada:Escolha um lugar bem legal. Que tal se os alunos sentassem em roda sala de aula, ou na biblioteca da escola, ou mesmo naquela sombrinha gostosa, embaixo da árvore.... A leitura pode ser feita de forma alternada: hora o professor lê, hora os alunos;
· Roda de discussão semanal com os alunos. Debate de ideias. Troca de impressões. Olhe cada ilustração! Como lindamente se relacionam com os episódios...
· Combinar um capítulo especial para lerem em casa e discutirem na próxima aula - o que esse capítulo traz de interessante? Deixe o livro falar...
· Leitura das imagens: o que significa o desenho da capa? Que técnica o ilustrador está usando? Ouvir as inferências dos alunos. Seria interessante propor essa atividade mesmo antes de iniciar a leitura propriamente dita; aprofunde essa leitura com perguntas como:
qual a relação com seu conteúdo?
por que a onça se localiza na cabeça dele?
que outros animais e seres podemos ver escondidos na imagem?
o que isso significa?
Produção de texto: Há inúmeras possibilidades:
Texto descritivo: Aproveitar a pesquisa realizada em ciências e montar textos descritivos sobre os animais pesquisados;
· Texto narrativo: Propor a redação com o nome do próprio aluno “ O sonho de ...” ( Antes da redação fazer discussões com as crianças a respeito de seus sonhos).
Um esquema legal seria:
Apresentação/início: O Sonho e o personagem
Complicação*/meio O desafios em realizá-lo
Complicação*/Clímax Realizando/ajudadores
Desfecho: As consequências/gratificações em
realizá-lo
* A complicação se refere a momentos mais complexos na narrativa: quando aparecem antagonistas e coadjuvantes.
· Bate-papo om o autor (Sim! Claro que posso ir na sua escola!)
Levantamento de questões para conhecer o autor do livro. Marcar uma entrevista e uma tarde de autógrafos para as crianças que trabalharam com a proposta de “ O sonho de Borum”.
· Interpretação de texto: responder as questões do encarte para um melhor entendimento do texto.
2. História e Geografia:
Explorar durante as discussões elementos da
cultura indígena presentes no livro, bem como da geografia trabalhada na
vegetação presente. (Na visita do autor, o professor pode coletar várias informações e até mesmo contar com uma palestra/orientação especial a respeito da História e Cultura Indígena).
>>> Pesquisa: Por que é inadequado chamar os indígenas de "índio"?
· A importância das histórias nas aldeias: tradição oral e preservação da cultura indígena passada de geração em geração;
· A figura do cacique e do pajé: como era antes e nos dias atuais;
· A vida da escola indígena: em que língua aprendem, a escola na cidade ou na aldeia;
· A simbologia presente na cultura indígena. O colar de gavião como símbolo da coragem. A simbologia dos anciãos da aldeia: o que eles representam nessa cultura. Em que isso se difere ou se assemelha com nossa cultura?
· A presença da natureza criando o cenário a ser construído pelo imaginário do leitor: Monte Ibituruna, a chuva, cachos de bananas, arbustos da mata, a arara azul, etc
· Pesquisar a cidade mineira de Ibituruna, o pico e seus aspectos geográficos, já inseridos no conteúdo de geografia de 4º e 5ºs anos. ( Relevo e vegetação)
· A importância dos ritos de passagens na cultura indígena: “ Você agora é um homem!” Que outros ritos fazem parte da nossa cultura¿
· Identificação dos utensílios indígenas presentes no texto: rede, colar de gavião, flecha colorida, danças. Isso pode ser feito através de um caça-palavras ou uma cruzadinha.
· A rotina de Borum, enquanto menino indígena: nadar, ir à escola, brincar com a arara, pescar para comer. Comparar essa rotina ao das crianças da sala. Fazer um quadro comparativo, levantando diferenças e semelhanças;
· A linguagem da natureza implícita no texto. A natureza como sinal, presságio: “ os tucanos anunciavam que ele deveria ir sozinho”.
· A sintonia e comunicação entre Borum e os animais: concepções e modo de viver da cultura indígena;
· Estudo da vegetação: como anda a preservação ambiental das poucas matas e florestas que temos.
· Listar as principais matas do Brasil;
· Papel da FUNAI e outros órgãos que cuidam dos direitos dos índios;
· Ampliar os conhecimentos: expandir essas discussões para a história do índio dentro da história do Brasil, desde o descobrimento até os dias de hoje;
· Conhecer Daniel Munduruku através de seus textos, indicando livros, entrevistas gravadas ou até mesmo agendando um bate papo presencial.
· Fazer uma pesquisa biográfica acerca dessa referência nacional em literatura e história indígena.
· Que sonhos teriam as crianças?
· O que precisamos fazer para os sonhos se tornarem realidade?
· Fazer pesquisas: ficha informativa com ilustração.
· Trabalhar a questão da preservação ambiental, tanto da flora, quanto da fauna, bem como o perigo da extinção dos animais. ( Lembrar das armadilhas dos caçadores na mata – que outras armadilhas existem?);
· Qual é a importância dos rios para os animais e famílias que vivem às suas margens?
>>> Pesquisa: Por que é inadequado chamar os indígenas de "índio"?
· A importância das histórias nas aldeias: tradição oral e preservação da cultura indígena passada de geração em geração;
· A figura do cacique e do pajé: como era antes e nos dias atuais;
· A vida da escola indígena: em que língua aprendem, a escola na cidade ou na aldeia;
· A simbologia presente na cultura indígena. O colar de gavião como símbolo da coragem. A simbologia dos anciãos da aldeia: o que eles representam nessa cultura. Em que isso se difere ou se assemelha com nossa cultura?
· A presença da natureza criando o cenário a ser construído pelo imaginário do leitor: Monte Ibituruna, a chuva, cachos de bananas, arbustos da mata, a arara azul, etc
· Pesquisar a cidade mineira de Ibituruna, o pico e seus aspectos geográficos, já inseridos no conteúdo de geografia de 4º e 5ºs anos. ( Relevo e vegetação)
· A importância dos ritos de passagens na cultura indígena: “ Você agora é um homem!” Que outros ritos fazem parte da nossa cultura¿
· Identificação dos utensílios indígenas presentes no texto: rede, colar de gavião, flecha colorida, danças. Isso pode ser feito através de um caça-palavras ou uma cruzadinha.
· A rotina de Borum, enquanto menino indígena: nadar, ir à escola, brincar com a arara, pescar para comer. Comparar essa rotina ao das crianças da sala. Fazer um quadro comparativo, levantando diferenças e semelhanças;
· A linguagem da natureza implícita no texto. A natureza como sinal, presságio: “ os tucanos anunciavam que ele deveria ir sozinho”.
· A sintonia e comunicação entre Borum e os animais: concepções e modo de viver da cultura indígena;
· Estudo da vegetação: como anda a preservação ambiental das poucas matas e florestas que temos.
· Listar as principais matas do Brasil;
· Papel da FUNAI e outros órgãos que cuidam dos direitos dos índios;
· Ampliar os conhecimentos: expandir essas discussões para a história do índio dentro da história do Brasil, desde o descobrimento até os dias de hoje;
· Conhecer Daniel Munduruku através de seus textos, indicando livros, entrevistas gravadas ou até mesmo agendando um bate papo presencial.
· Fazer uma pesquisa biográfica acerca dessa referência nacional em literatura e história indígena.
3. Filosofia e Ética: O sonho e sua importância
· Que outros personagens ou personalidades tiveram grandes sonhos? O sonho de José do Egito, por exemplo.· Que sonhos teriam as crianças?
· O que precisamos fazer para os sonhos se tornarem realidade?
4. Ciências:
· Montar um álbum dos animais presentes na história: Arara-azul, capivara, grilo, mico-leão-dourado, onça-pintada, tucanos, cardumes de peixes;ou dos animais em extinção no Sudeste - região onde moram os Krenak.· Fazer pesquisas: ficha informativa com ilustração.
· Trabalhar a questão da preservação ambiental, tanto da flora, quanto da fauna, bem como o perigo da extinção dos animais. ( Lembrar das armadilhas dos caçadores na mata – que outras armadilhas existem?);
· Qual é a importância dos rios para os animais e famílias que vivem às suas margens?
5. Artes:
· Como os alunos recriariam uma nova capa para o livro?· Ilustrar o álbum de ciências com desenhos criados pelos próprios alunos;
· Tela de pintura: Representar seu sonho na tela. Fazer uma exposição especial.
· Que técnicas foram usadas pelo ilustrador?
· Misturar formas e animais para formar um outro animal (ver exe. Pág. 6)?
6.
Matemática
·
Quantos animais estão presentes na história?· Algum desses animais está em extinção?
· Montar um mapa dos animais da Mata Atlântica que estão em extinção ou extintos
· Qual é a porcentagem de Mata Atlântica que ainda resta?
Questões importantes para o professor:
* Enriquecer a escola com acervo de textos de outros escritores indígenas, como Daniel Munduruku, Olivio Jekupé, Roni Waisiri e Cristino Wapichana ( para crianças na idade de 9 a 11 anos).
Oferecemos cursos e palestras nas escolas a respeito do ensino da literatura e cultura indígena: desmistificar e propor novas ações.
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